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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Queremos Empregos, queremos Solução, não cursinhos de requalificação!

Queremos Empregos, queremos Solução, não cursinhos de requalificação!

Incapazes de criar uma política de geração de empregos eficiente, governos do PSDB repetem desculpa de FHC de 15 anos atrás.

A demissão em massa de 4.270 trabalhadores da Embraer seria um verdadeiro teste de fogo para a tão propagandeada competência tucana em gerar renda e empregos através da sua bula neoliberal de arreganhar as pernas até onde der para o empresariado, vez que governam tanto o estado de São Paulo como a cidade foco do problema (São José dos Campos) há no mínimo 12 anos, entretanto, pra variar, o tal pacote anunciado pelo governador candidato à presidente José Ferra em conjunto com o prefeito Adolf Cury de São José pra Poucos, demonstra mais uma vez a total falta de capacidade, criatividade e competência para lidar com os problemas.

Repetindo o já gasto discurso inventado pelo então presidente tucano FHC que a culpa do desemprego é a falta de qualificação da mão de obra, reinsistem nessa tecla oferecendo mais e mais cursinhos do Senai e da Etec como solução do problema.

A grande questão é que, se esta desculpa suja serve para enganar os mais desfavorecidos transferindo para eles a culpa de seu desemprego pela baixa qualificação o mesmo não se aplica aos demitidos da Embraer pois o que não falta para os mesmos é qualificação, entretanto, como nunca tem nada a oferecer, os tucanos tacanhos insistem na mentira pra ver se cola.

Além dessa benesse de cursinho em troca de emprego, outra “invenção da roda” do pacote tucano é colocar os currículos dos demitidos no PAT, espécie de agência de emprego pública onde todo desempregado já é cadastrado, independente se é da Embraer ou não, além de dar “isenção de IPTU” aos demitidos, medida que, para quem não sabe, já é direito por lei de todo desempregado da cidade, ou seja, no frigir dos ovos, não fizeram nada além de propaganda.

Lógico que pra finalizar, como de praxe entre tucanos, jogaram a culpa do problema sobre o governo federal, afinal toda a culpa quando tucano está no poder é dos outros.

Agora imaginem se estes putos voltam ao poder: Vão jogar a culpa em quem? No Obama, na Crise? Provavelmente há um culpado e este é o eleitor que insiste em acreditar em gente incompetente, elitista e corrupta que reboca a parede de diplomas mas que nunca tem solução nenhuma além de resolver seus próprios interesses às custas dos outros.

Essa entre tantas outras é uma prova cabal de que o discurso tucano do empreendedorismo é falido, não gera renda, não gera emprego, só gera mais e mais desigualdade social e violência.

Não à toa São José dos Campos foi eleita capital nacional dos mendigos.

Por que, por exemplo o governador-candidato José Ferra não pega parte dos 20 bilhões injetar para sair amigo falido e investe em programas de geração de renda direta, criando uma espécie de New Deal estadual?

Dinheiro tem de sobra, jeito tem sobra, o que falta é determinação para fazer o que é certo ao invés do que é cômodo.

Enquanto isso, os eleitores classe média do PSDBesta agora demitidos, vão ter tempo para descobrir o que é estar do lado dos excluídos. Vai um sopão ai?

Jorge Saladino

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Ditador da Fome

O Ditador da Fome – Fazendo caridade com o chapéu alheio

Em sua loucura Quixotesca, Adolf Curi e seu fiel aliado Kiko Pança, continuam com sua política de erradicação da pobreza através do extermínio dos pobres.

Insensíveis à desigualdade e aos problemas gritantes em todas as áreas, continuam com sua política de intimidação, perseguições e negação da realidade.

Vendo um petista em cada excluído, age como Dom Quixote em ferrenha luta contra moinhos de vento, mas sempre tentando bancar o bom moço, máscara pesada que encontra dificuldades em carregar.

Desafiado pelos voluntários do sopão que se negam a atender suas ordens segregacionistas e pressionado pela opinião pública, a duplinha mau-caráter, em nota mal escrita no jornal, tenta desviar o foco, oferecendo até fogão para as entidades prepararem as comidas doadas aos famintos, só que querem pra si, a responsabilidade da distribuição.

O que escondem por trás dessa arapuca é que, uma vez sem a fiscalização da população, sua intenção real é ludibriar essas moradores de rua e obrigá-los à entrar nas temidas viaturas sob o pretexto de serem levados à abrigos onde receberão afeto e comida, quando na verdade, serão despejados em alguma cidade bem longe daqui na calada da noite, debaixo de muito ponta pé e ameaças.

A história já nos mostrou que atitudes “altruístas” como essas terminam em campos de concentração, o que não está muito longe, pois na periferia já se vive a lei do cão.

A única coisa que esqueceram é que este cão ainda tem dentes e uma hora, de tanto medo, vai devorar sua mão.

Jorge Saladino

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um pouco de desobediência civil em nome da humanidade

Já dizia o grande Mahatma Gandhi que não devemos nos curvar à leis injustas.
A cada dia somos surpreendidos com mais e mais abusos por parte do poder público submisso que impõe regras e mais regras para salvaguardar o direito de uns poucos em detrimento de muitos.
O cinto vai apertando, apertando até que nos parta ao meio e não podemos permitir isso passivamente.
A gente está sempre abrindo mão de alguma coisa: de nossos direitos, de nossas garantias, de nosso conforto, de nosso salário, de nossa dignidade, de nossa opinião... Basta, é hora de dar o troco!
É hora de sairmos às ruas e exigir que vereadores, prefeitos, governadores e todos os seus cargos de confiança, abram mão de 25% de seus salários para que haja a possibilidade de serrem criadas mais vagas de empregos.
Exigir também que o empresariado abra mão de 25% de seus lucros, e que reduzam em 25% os custos de seus produtos.
O que vale pra um tem de valer pra todos, essa deve ser a regra e, se cada um de nós cruzar os braços até que a justiça seja feita, tenho certeza de que muita coisa vai mudar.
Estamos chegando ao ápice de proibir as pessoas de terem solidariedade, pois a solidariedade atrapalha os negócios, pois uma vez garantida o direito a sobrevivência, a pessoa pode resgatar a sua dignidade e dizer não à exploração e salários injustos.
Assim sendo, como primeiro ato, sugiro que cada um como ato em defesa da humanidade, dê um prato de comida ou um pedaço de pão à qualquer um dos muitos miseráveis que se amontoam pela cidade e que o faça às vistas da Guarda Municipal.
Que seja preso por ser solidário, que seja preso por fazer o que é certo, mas não se curve mais a imposição desumana destes filhos da puta!
Jorge Saladino

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lixeiro ou Agente Ambiental?


Lixeiro ou Agente Ambiental
Jorge Saladino

Na onda do politicamente correto onde o que vale é dar um novo nome engraçadinho à velhos problemas ao invés de resolve-los, a prefeitura de São José dos Campos e suas “mentes brilhantes” redescobriram a roda e, afim de acabar com a “invisibilidade” social dos garis da cidade, descoberta depois de um e-mail pequeno-burguês que circulou a net de um suposto acadêmico que passou anos fingindo ser gari para chegar a brilhante conclusão de que as pessoas não estão nem ai para aqueles que limpam suas ruas, privadas, servem suas comidas em restaurantes, resolveram mudar o nome de Coletores de Lixo para Agentes Ambientais.

Pronto. Nesse passe de mágica, os ex-garis agora agentes ambientais passarão á freqüentar as rodas sociais, os shoppings centers, os restaurantes e bares da moda...

Pena que eles continuem ganhando a mísera quantia de R$450 reais por mês.

Assim, mesmo sendo os próbis da vez, mesmo badalados, não vão conseguir freqüentar o rende-vouz, a society, portanto, agentes ambientais ou garis, vão continuar invisíveis.

Isso porque na lógica capitalista só é visível e bem sucedido aquele que está com o bolso cheio, independente da forma como conseguiu encher esse bolso.

Assim, ter uma família estruturada, ser inteligente, prestativo, honesto, companheiro não vale nada, você continua invisível, continua sendo um fracassado se você não conquistou ainda o seu primeiro milhão ou não participou do Big Brother.

Portanto, os “agentes ambientais” continuarão iguais em tudo, no lixo, na pobreza, na exclusão, mas com um nome bonitinho, afinal, essa é a Lei da Atração, onde uns poucos deitam e rolam e a maioria paga a conta.
Jorge Saladino

sábado, 31 de janeiro de 2009

Grupo de empresários se une para pressionar empregados à abrir mão de salários


Grupo de empresários se une para pressionar empregados à abrir mão de salários
J. Saladino

Na lógica da corda que sempre arrebenta do lado mais fraco, um grupo de 34 empresários de São José dos Campos SP, aproveita-se da crise para pressionar funcionários e sindicatos à abrir mão de parte de seus salários e garantias (banco de horas) em troca de um mísera estabilidade de apenas 3 meses.

Usando e abusando da mídia comprada para mais uma vez jogar a opinião pública contra os trabalhadores e seus sindicatos, busca aproveitar este momento de incertezas e medo propositalmente calculados e estimulados para aumentar ainda mais suas margens de lucro justamente sobre as costas daqueles que produziram com seu suor, suas riquezas.

A propostas é suja e covarde, pois hoje, com os contínuos arrochos nos salários e a injeção de tecnologias para substituir postos de trabalho, a folha de pagamento tem influência muito pequena sobre os custos de produção, muito menores, por exemplo, que as margens de lucro, impostos, matérias primas e fornecedores.

Se querem tanto diminuir custos, porque não abrem mão de parte de suas margens de lucro? Porque não negociam melhores preços com fornecedores?

O Governo também não ajuda enquanto continua bancando juros extorcivos, facilitando que gente que nada produz ganhe mais que quem investe na produção, dando margem aos discursos de empresários inescrupulosos que, para investir, querem ganhar mais do que na especulação.

O pior que isso que acontece em São José (sempre São José, coincidência?) vai servir de base para que outros empresários do país endossem o mesmo discurso e no final, quem menos teve haver com a crise é quem vai pagar a conta.

Essa é a Empreendedora São José dos Campos que o povão reelegeu acreditando mais uam vez em promessinhas, uma cidade onde o “empreendedor” vem em 1º lugar e o povo que se fo...
Jorge Saladino

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um prefeito, um governante merece ganhar mais que um cidadão?

Um prefeito, um governante merece ganhar mais que um cidadão?
J. Saladino

Estamos tão habituados a achar natural e justo que certos homens tenham uma renda muito superior à maioria das pessoas, que muitos ficariam chocados com a mera insinuação de um nivelamento de salários entre dominantes e dominados.

Mas porque um governante deve ganhar bem mais que um cidadão normal?

Acaso sua família tem necessidades maiores que as famílias de qualquer cidadão?
Comem mais, precisam de mais roupas, de uma casa maior e confortável que qualquer cidadão?
Ficam mais doentes que qualquer outro cidadão?
Tem mais carências do que qualquer um de nós?
Trabalham mais? Tem mais direito ao lazer e diversão?

Provavelmente a resposta para essas e tantas outras perguntas, seja NÃO, pois, como seres humanos que somos, e nisso, por mais que tentem argumentar, somos todos iguais, temos as mesmas carências e necessidades.

Ah, mas sempre haverá alguém pra dizer: Ele tem que ganhar mais porque é o chefe! É mais educado, tem mais responsabilidades...

Mas não é obrigação primordial de qualquer líder, dar o exemplo?

Como conhecerá a fome se seu estomago nunca roncou de dor por falta de pão?
Como sentirá o abandono, a indiferença, se sempre há tantos à sua disposição?
Saberá ele o peso da injustiça, do lado afetado pela impunidade, tendo a lei sempre ao seu lado e um batalhão de advogados?
Como amargará a discriminação por não ter instrução, se é letrado, se os portões acadêmicos e as rodas sociais para ele nunca foram fechados?
Entenderá o que é passar a noite acordado numa fila de hospital com o filho doente nos braços, sem ter um médico à sua disposição?

Se o prefeito ou qualquer outro governante estivesse condicionado a ganhar o mesmo que qualquer outro cidadão, essas e tantas outras coisas que conhece na teoria ou através da televisão, as conheceria na pele e teria por elas outra opinião.

E reconhecendo, por próprio exemplo, que aquela renda comum a ele e a maioria de seus cidadãos, não é suficiente para a manutenção de uma vida digna, talvez fizesse alguma coisa concreta para que todos tivessem uma melhor situação pois, tendo seu padrão de vida condicionado ao de seus cidadãos, melhorando a vida deles, melhoraria também a sua.

Se as coisas assim acontecessem, talvez encontrássemos mais candidatos à varredores de rua que à prefeitos, governadores, mas certamente, aqueles que se dispusessem de bom grado assumir o fardo (e não os privilégios, como hoje) de assumir tais posições, se reconheceriam POVO, e junto à este povo, fariam tudo o que estivesse ao seu alcance para que todos fossem plenos cidadãos.

Jorge Saladino

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Queremos empregos, não empregabilidade


Queremos empregos, não empregabilidade

Um das principais sacadas do neoliberalismo é a questão da empregabilidade.

Apoiada num discurso desde os tempos de FHC, de que a culpa do desemprego é a falta de qualificação profissional dos trabalhadores, transferiu a responsabilidade pelo desemprego estrutural que vivemos ao desempregado, numa das formas mais cruéis e perversas de exclusão já inventadas:
A auto-exclusão.

A auto-exclusão é quando você rezou de cor e salteado a cartilha e mesmo assim continua de fora do mercado de trabalho, então você começa a achar que a culpa não está no sistema, mas em você, que certamente fez algo errado, daí você fica paranóico, procurando chifre em cavalo e passa a aceitar qualquer coisa goela abaixo, afinal, você é um fracassado.

A empregabilidade tem diversas vantagens/sacanagens aos governos e exploradores do mercado;


  • Faz o otário investir do próprio salário para se qualificar para um serviço que a empresa lhe devia dar;
    Ocupa o tempo de livre do empregado em preparar-se para continuar empregado, não sobrando, portanto, tempo para reivindicar melhor salário;

  • Fará com que o otário produza bem mais que o necessário, produção esta que, ao contrário da promoção com que sonha, só abrevia sua demissão;

  • Sempre haverá a desculpa de que está defasado, fora do mercado, então o trouxa volta a injetar as poucas economias que sobraram para tentar se requalificar e sempre chega atrasado.

  • Soluciona o problema dos governos que, em vez de gerar políticas que criem postos de trabalho e justiça social, transfere pro cidadão a culpa por ser um imprestável;

  • Cria um novo tipo de escravo: o escravo auto-vigiado, que paga para trabalhar e não foge, porque acredita piamente que é alforriado;

  • Divide iguais e os coloca para competir entre si, criando rivais onde haviam aliados, facilitando a exploração, pois em sua cegueira neoliberal, os empregados beijam a mão que os empurram cada vez pra mais baixo enquanto repulsam dar-se os braços e lutar juntos por condições mais justas de trabalho;
  • Por fim, escondem que o desemprego é ago inevitável , mesmo que todos fossem qualificados, o mercado não teria capacidade de absorve-los nem interesse, pois desemprego é sinônimo de salários mais baixos e trabalho precarizado.

Mas o que queremos e precisamos, é de emprego, dignidade.


Leis justas que distribuam a renda e limite as fortunas pessoais para que todos tenham o direito de trabalhar menos e usufruir mais.


Chega de sermos enrolados com desculpas que não agüentamos mais.
O que queremos é trabalho, trabalho pra todos, não conversa mole.


O mundo é farto o suficiente para saciar a todos, mas não a ganância de alguns poucos.


Portanto, parem de nos enrolar com empregabilidades e sonhos irrealizáveis, queremos igualdade:

Igualdade de condições, igualdade de opções, igualdade de acesso, senão ora dessas vamos todos cruzar os braços e ai vamos ver de fato quem será gado no estouro da boiada.


Jorge Saladino

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